A nova administração do FC Porto, liderada por André Villas-Boas, enfrenta um cenário financeiro desolador deixado pela gestão anterior. Com uma dívida significativa a fornecedores e clubes, o clube tem pela frente o desafio de estabilizar as suas finanças. A herança inclui uma parcela de 3 milhões de euros por liquidar referente à contratação de Alan Varela, que deveria ter sido paga até março.
Além desta dívida, o relatório e contas da SAD revela a obrigação de pagar quase 90 milhões de euros até ao final do ano, um montante que inclui transações por passes de jogadores. Este cenário complica a gestão financeira corrente e coloca em risco o bom funcionamento da SAD. A situação é tão grave que, da Argentina, surgem ameaças de que o Boca Juniors poderá queixar-se à FIFA caso a dívida por Varela não seja liquidada.
Para agravar a situação, a administração anterior conseguiu antecipar a segunda tranche da venda de Otávio ao Al Nassr, no valor de 20 milhões de euros, mas ainda falta receber uma última parcela em julho de 2025. Villas-Boas e a sua equipa enfrentam um cenário dantesco de incumprimentos financeiros acumulados ao longo da última década, o que exige medidas drásticas para evitar que o clube entre em colapso financeiro.

